Este filme precisa ser visto por jovens mulheres, diz atriz sobre “A 5ª Onda”

Chlöe Grace Moretz disse que produção a ajudou a desenvolver recursos como atriz e que filme chega em bom momento para mulheres no cinema, mas ressalva: sua personagem não é uma heroína tradicional

“Estamos sendo muito sortudos de ter esse momento com tantas heroínas no cinema”, disse a atriz Chlöe Grace Moretz em um bate-papo com jornalistas, com a participação doiG, para promover o filme “A 5ª Onda”, que estreia mundialmente nesta quinta-feira (21).

Cena do filme

Divulgação. Cena do filme “A 5ª Onda”, em que Chlöe Grace Moretz vive uma adolescente normal em face de uma situação extraordinária

Depois de Tris (Shailene Woodley), de “Divergente”, e Katniss (Jennifer Lawrence), de“Jogos Vorazes”, Moretz espera fazer com que sua Cassie Sullivan se firme nos cânones da cultura pop contemporânea. “A diferença é que nosso filme não é um futuro distópico”, argumenta a atriz sobre a produção dirigida por J Blakeson.

Em “A 5ª Onda”, Cassie e sua família se veem afetados por uma invasão alienígena gradual à Terra. Primeiramente, eles chegaram e se fizeram notar, mas não agiram de maneira alguma. A primeira ação propriamente dita foi minar a energia do planeta. A escuridão se estabeleceu com a total falta de eletricidade. Depois veio a destruição por meio de tsunamis devastadores. A 3ª onda foi a contaminação com uma sofisticada variação da gripe aviária. A onda seguinte foi a infiltração. Os alienígenas possuíram corpos de humanos, como meros hospedeiros, para disseminar medo e desconfiança. Quando o filme começa, a expectativa é pelo próximo passo nesse plano de dominação e erradicação, a 5ª onda.

“O que eu gosto na Cassie é que ela não é a heroína tradicional”, explica a atriz insistindo na comparação com as franquias teens famosas. “A trajetória dela neste filme reflete o que é a nossa sociedade atualmente em que homens estão constantemente te dizendo o que fazer e ela tem que construir uma ponte e seguir adiante por si mesma”.

Adaptado do best-seller de Rick Yancey, lançado recentemente nas livrarias do País, o filme apresenta efeitos especiais caprichados que escondem bem o orçamento limitado (um eventual sucesso de bilheteria deve fazer com que as torneiras do estúdio se abram para as sequências) e calculadamente articulado para agradar meninos (há boas cenas de ação e os protagonistas jovens são carismáticos) e meninas (há uma história de amor bem fofa e transcendental nos termos do filme).

Essa boa impressão, talvez se deva ao fato de Akiva Goldsman ser o responsável pelo roteiro. Ele supervisionou o texto de “A Série Divertgente: Insurgente” e é o homem responsável pelas adaptações das obras de Dan Brown para o cinema (“O Código Da Vinci” e “Anjos e Demônios”).

Como jovem mulher, Moretz tem suas referências no cinema e elas são atrizes que costumam estar no topo do cartaz dos filmes que estrelam, algo que Moretz conquista com o lançamento de “A 5ª Onda”. Entre suas musas no cinema estão as oscarizadas Cate Blanchett e Natalie Portman e a inglesa duas vezes indicada ao Oscar Keira Knightley.

A atriz, que já trabalhou com cineastas como Martin Scorsese, Olivier Assayas e Tim Burton, listou os atores Michael Fassbender e Leonardo DiCaprio como personalidades com quem gostaria de trabalhar em breve. Taxativa, restringiu a lista sem excluir ninguém; “eu gosto de trabalhar com quem quer fazer arte”.

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